Quando você relata a medida de uma
grandeza, deve escrever
(X + ∆X) unidade de medida
em que X é a melhor estimativa da medida e ∆X é a incerteza associada
à medida. Com isso, você está informando que, se fizer outra medição da mesma
grandeza em iguais condições, o resultado provavelmente estará no intervalo (X - ∆X)
a (X + ∆X).
Se você estimar a incerteza da medição usando outros métodos que não o tratamento estatístico dos resultados de medições repetidas, você estará fazendo uma estimativa tipo B da incerteza. Os outros métodos (os não-estatísticos) de estimar a incerteza são certificados de referência, especificações ou manuais, estimativas baseadas em experiência de longo tempo. Mas quando as condições experimentais ou de
tempo permitem uma medição, a
melhor estimativa da medida é o resultado conseguido nessa medição.
A incerteza de uma única medição é limitada pela precisão e exatidão do instrumento de medida, além de outros fatores que podem afetar a habilidade do operador. Então, para estimar a incerteza tipo B, use todo seu bom senso: veja as informações do fabricante, verifique a calibração do aparelho e lembre-se do seu treinamento (!). Mas o limite de precisão do instrumento de medida é fundamental.
Todo instrumento de medida tem uma escala, que tem limitações. Nos
laboratórios, as medidas são feitas em
·
instrumentos com escalas
analógicas ou
mecânicas
·
instrumentos com escalas
digitais.
Em instrumentos
com escalas analógicas ou mecânicas, a incerteza da medida é a metade da menor divisão da escala, desde que
a visualização seja possível.
EXEMPLO
Vamos medir a largura de uma folha de papel com uma régua graduada
em milímetros. Se lermos 15,8 mm, o valor real deve estar entre 15,75 mm e
15,85 mm. Podemos então dizer que a largura da folha de papel é
(15,8 ± 0,05) cm .
Laboratórios também têm aparelhos
digitais. O erro de um aparelho eletrônico é, em geral, ±1 somado ao valor do último dígito, a
menos que haja informação diferente do fabricante.
EXEMPLO
Quando lemos na balança digital 90,8 kg, qual será o erro? É ±1
somado ao valor do último dígito, no caso 8. Então, o valor medido está entre
90,7 kg e 90,9 kg, ou seja, é
(90,8 ±0,1) kg.
NOTAS
Uma maneira muito usada
para relatar a incerteza associada a um instrumento de medida, é verificar a
menor unidade que o instrumento mede e dividir esse valor por 2. Mas este
método de estimar a incerteza da medição é recomendável apenas nos casos em que
só se fez uma única medição.
EXEMPLO
Se uma balança foi calibrada para fornecer massa até 0,1 g, então
a massa de uma amostra pode ser relatada com incerteza de 0,05 g, isto é, ±0,05
g.
Sempre há incerteza sobre
o resultado da medição, que é expressa pelo último dígito da medida.
EXEMPLO
Quando se lê 5,07 g ± 0,02 g deve-se entender que o valor real da
medida está entre 5,05 g e 5,09 g.
VEJA:
1. International Vocabulary of Basic and General Terms in
Metrology (VIM)
2.
ISO International Organization
for Standardization
3.
Uncertainty, Precision and Accuracyhttp://climatica.org.uk/climate-science-information/uncertainty
5. “Guia para a
expressão de incerteza em medição” e a documentos correlatos - INTROGUM - 2009 http://www.inmetro.gov.br/inovacao/publicacoes/INTROGUM_2009.pdf
6.
Uncertainties & Error Analysis Tutorialhttp://physics.wustl.edu/introphys/Phys117_118/Lab_Manual/Tutorials/ErrorAnalysisTutorial.pdf






























